
A defesa de Daniel Dantas partiu, nesta sexta-feira, para uma nova estratégia: a politização do caso.
Não sei se eles pegaram "carona" ou não na frase reproduzida por Bob Fernandes, segundo a qual Lula se referiu a Daniel Dantas como escroque.
Se fizeram isso, foram rápidos.
O advogado Nélio Machado atirou em várias frentes.
Criticou, por exemplo, a suposta participação da Agência Brasileira de Informações (ABIN) no caso, referindo-se a ela como Serviço Nacional de Informações (SNI), o famigerado ninho de arapongas da ditadura militar.
Já dá para ter uma idéia do caminho que a defesa resolveu tomar.
Vai atacar os grampos telefônicos e de mensagens de correio eletrônico como se fossem "invasão de privacidade", dizendo que eles expõem desnecessariamente gente inocente, que não tem como se defender.
Qual é o objetivo?
Enfraquecer as provas contra o cliente.
A defesa de Dantas vai criticar os vazamentos, ainda que tenha contribuído com eles. Quem é que entregou o conteúdo do relatório do delegado Protógenes Queiroz ao Consultor Jurídico, por exemplo?
Graças ao jornalista Luís Nassif sabemos o uso que o banqueiro fez de notícias plantadas na mídia em processos judiciais.
Sabemos que ele dispõe de uma máquina de propaganda e informação.
Pelo jeito, essa máquina pretende vestir Daniel Dantas de vítima.
Como as acusações contra ele envolvem crimes de difícil explicação para a grande maioria dos brasileiros, a defesa partiu para tentar definir o banqueiro bilionário como um zé ninguém, indefeso diante do poder do estado.
Nem banqueiro Daniel Dantas é mais. Leiam só, que inacreditável!
É por isso que eu insisto: quem é que tentou comprar um delegado da Polícia Federal?
De quem era o dinheiro apreendido pela polícia?
Era do SNI? Era da ABIN? Ou era do banqueiro?
Fonte: Vi o Mundo



























































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