
da Redação Carta Capital
Mais uma reviravolta no destino do banqueiro Daniel Dantas. Menos de 12 horas depois de ser libertado por um habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o dono do Opportunity voltou a ter sua prisão decretada por acusações relacionadas à Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (8)
Desta vez, foi expedido mandado de prisão preventiva, e não temporária, pelo mesmo magistrado que havia autorizado o encarceramento anterior: o juiz federal Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sediada em São Paulo.
De Sanctis baseou seu pedido em documentos coletados desde a terça 8 e também com as informações sobre a tentativa de suborno que Dantas cometeu contra um dos policiais envolvidos nas investigações da Polícia Federal.
Em seu parecer sobre a decisão de conceder o habeas-corpus, que havia libertado Dantas na manhã desta quinta-feira, Mendes afirmou que "o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios".
Em outras palavras, o presidente do Supremo entendeu que, mesmo em liberdade, os acusados não conseguiriam suprimir ou destruir as provas que as autoridades policiais coletaram contra eles. As prisões temporárias expedidas contra os acusados pela Satiagraha tinham validade por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Ao que parece, o juiz De Sanctis discorda da opinião do presidente do tribunal mais importante da República e considera necessário manter Dantas encarceirado.
A decisão de Mendes foi contra a recomendação do Ministério Público Federal, que havia enviado um parecer ao STF na última quarta-feira 9, onde pedia que os acusados não fossem libertados. "Não há, no caso, ameaça de violência ou coação iminente à liberdade", atestou o subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, no documento.
Rodrigo de Grandis, procurador da República responsável pelas investigações da operação Satiagraha, já havia manifestado sua preocupação com uma eventual libertação dos acusados, por temer que eles pudessem sair do país. "Nós vamos pleitear que está liberdade fique restrita, para que isso não possa obstar nem atrapalhar as investigações e o eventual processo criminal que será formulado contra estas pessoas", disse De Grandis antes mesmo da concessão do habeas-corpus.
Menos de 48 horas após ter sido preso, Daniel Dantas saiu da sede da Polícia Federal em São Paulo, localizada no bairro da Lapa, zona Oeste da capital. Com o novo pedido de prisão decretado, tudo indica que agora o banqueiro voltará a ter como endereço a rua Hugo D'Antolo, número 95.
Fonte: Carta Capital



























































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