
por Filipe Coutinho
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), famoso pelo apoio dado a Daniel Dantas nos tempos de mensalão, usou o Plenário do Senado nesta quarta-feira para mais uma vez defender o banqueiro. O senador classificou a Operação Satiagraha como “um propósito firme de Paulo Lacerda, magoado, ofendido e ferido”. Lacerda foi diretor-geral da Polícia Federal e atualmente comanda a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
De início, o senador se esquivou da relação com Dantas. Disse apenas ter uma “amizade fraterna e antiga” com Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e também com ourtas pessoas presas – por menos de 48 horas – pela Operação Satiagraha. Sobre Dantas, Heráclito afirmou ter sido “obrigado a conhecê-lo e relacionar-me com ele”, nos tempos das CPIs dos Correios e Compra de Votos.
Apesar da “obrigação”, Heráclito, ao fim do discurso, aproveitou a relação com Dantas para criticar o governo. “A partir de hoje, já vi que não tem jeito, vou assumir o título de amigo do senhor Daniel Dantas, até porque existem os amigos do Waldomiro, existem os amigos dos aloprados, existem os amigos dos condenados. Acho que, dentre as opções, é a menos ruim”.
O senador foi um dos principais defensores de Daniel Dantas nas CPIs, principalmente em discussões acaloradas com a senadora Idelli Salvatti (PT-SC). Heráclito também promoveu um jantar, em 2006, entre Dantas e o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. À época, Dantas foi acusado de produzir um dossiê falso com supostas contas clandestinas no exterior de Bastos, Paulo Lacerda e outras autoridades do governo – inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Carta Capital



























































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