Israel respondeu com uma chuva de mísseis que assassinaram quatro crianças e um bebê.
Na quarta feira o Haaretz publicou uma pesquisa na qual 62% dos israelenses manifestavam-se favoráveis a uma solução com o Hamas.
Israel enviou helicópteros e tanques para assassinar, até o momento, 30 palestinos.
Entre os mortos, as quatro crianças e o bebê.
As crianças, com idades entre 7 e 12 anos, foram assassinadas quando jogavam bola em um terreno baldio.
O porta-voz da Agência da ONU de Ajuda aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Christopher Gunness, "condenou fortemente" a ação que levou à morte do bebê.
Gaza-Auschwitz continua cercada, água e luz continuam cortadas, alimentos e remédios não conseguem atravessar as barreiras israelenses.
Isto significa que centenas de palestinos morrerão de fome, sede e por falta de medicamentos. Não se conhece ainda o número de feridos.
Mas para essa humanidade apática isto não tem a minima importância, já que logo todos estarão mortos.
Trechos do editorial do diário israelense Haaretz: “A noite o programa televisivo de investigação "Fact" mostrou imagens de nosso próprio Abu Ghraib.
É duvidoso que um país, que cresceu acostumado a 40 anos de ocupação e as histórias que acompanham a esta ocupação cheguem a emocionar.
Nos acostumamos a tratar os palestinos como pessoas inferiores.
As gerações passam e os novos soldados maltratam quase da mesma maneira os residentes da ocupada Hebron”.
Depois de relacionar uma série de torturas infligidas aos palestinos o Haaretz prossegue: “Uma de suas “travessuras”(dos soldados) foi para saber quanto tempo um palestino que estavam afogando podia agüentar sem respirar ”.
O Haaretz encerra o seu editorial: “Pessoas absolutamente normais, como disse o psicólogo estadunidense acerca dos torturadores de Abu Ghraib, são capazes de comportar-se como monstros quando recebem de seus superiores a mensagem de que é permitido maltratar, agredir, afogar, queimar e transformar os torturados em farrapos e com isso sentir o quanto um ser humano é capaz de criar maldades contra outras pessoas que estão sob o seu controle.
Algo de horrível está nos ocorrendo, dizem na brigada Kfir.
Esse “algo” é a ocupação.”
Clique AQUI para ler a íntegra do editorial em inglês.
Por Marcelo Ninio, na Folha:
Um relatório preparado por um investigador das Nações Unidas afirma que o terrorismo palestino é "conseqüência inevitável" da ocupação israelense e pode ser comparado à resistência ao nazismo e à luta contra o apartheid, o antigo regime de segregação racial da África do Sul.
A comparação enfureceu a diplomacia israelense, que considerou o documento uma espécie de luz verde da organização ao terror.
O documento preparado por John Dugard, investigador independente da ONU para o conflito entre Israel e os palestinos, será apresentado no dia 17 de março no Conselho de Direitos Humanos da organização.
Em um de seus trechos mais polêmicos, Dugard diz que é preciso lembrar o "contexto histórico" ao analisar a violência palestina."
A história está repleta de exemplos de ocupações militares às quais se resistiu com violência, atos de terror. A ocupação alemã foi resistida por muitos países europeus durante a Segunda Guerra", exemplifica. (os negritos são do Blog)
Assinante clique aqui para ler o texto completo
fonte: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
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