por Luiz Carlos Azenha
"Os fundamentos de nossa economia estão fortes", disse o republicano John McCain nesta segunda-feira, um dia que vai entrar para a História como o dia em que Wall Street foi reinventada. O modelo das corretoras que produziram rios de dinheiro empacotando risco acabou. Os Estados Unidos voltam à idade dos grandes bancos. E da forte presença estatal na economia.
Os otimistas acham que há uma saída. Os pessimistas estão correndo atrás de ouro.
Ninguém sabe exatamente como é que vai acabar essa crise. A maior seguradora dos Estados Unidos, a AIG, vai sobreviver? E a Washington Mutual? E o Morgan Stanley? E a Goldman Sachs? Há algum tempo reproduzi aqui a opinião de um blogueiro americano que prevê que até a metade de 2009 haverá limite aos saques dos grandes bancos americanos. Parecia loucura quando publiquei. Vamos ver.
Conversei brevemente esta tarde com o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que disse que não há como o Brasil escapar da crise. Sim, ele diz que o país está em posição "relativamente boa". Mas parece claro que a contaminação do sistema financeiro é global.
A mídia abdicou completamente de seu dever de praticar Jornalismo crítico, aquele que dispensa a perfumaria e se concentra no essencial.
Isso explica o fato de que George W. Bush conseguiu levar os Estados Unidos à guerra baseado em premissas falsas.
O mesmo se dá em Wall Street. A CNN, por exemplo, divide o seu tempo entre a opinião de pedestres de Nova York e experts que têm interesse direto no bom desempenho da bolsa de Nova York. Não deixa de ser uma forma de enganar os incautos, que sempre ficam com o mico na mão durante essas crises financeiras.
O certo é que a economia voltará a dominar o debate político nos Estados Unidos. Como proponente de "mais do mesmo" John McCain tem tudo a perder. Especialmente com declarações desastrosas como a de ontem. Se Obama não vencer ficará claro que foi vítima do racismo dos eleitores americanos.
Fonte: Vi o Mundo
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