por Filipe Coutinho
Os deputados da CPI das Escutas Telefônicas e parte da imprensa se enganaram, não necessariamente nesta ordem. De acordo com o depoimento prestado na quarta-feira 10 pelo diretor de contra-inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunado Pinto, o órgão não ofereceu 56 agentes à operação Satiagraha da Polícia Federal, conforme a imprensa publicou e os deputados criticaram.
Segundo Paulo Maurício, alguns agentes trabalharam mais de uma vez na operação, entre fevereiro e o início de julho, totalizando 56 cooperações na Satiagraha. Entretanto, no depoimento, o diretor de contra-inteligência não citou especificamente o número de agentes deslocados para a operação que prendeu por duas vezes o banqueiro Daniel Dantas.
O diretor da Abin disse apenas que quatro servidores trabalharam em tempo integral na sede da Polícia Federal, em Brasília. Os outros foram encarregados de confirmar endereços no Rio de Janeiro e São Paulo, ação classificada como “simples” por Pinto. Alguns agentes trabalharam mais de uma vez nesta atividade, enquanto também se dedicavam a operações da Abin. No total, a Abin deslocou agentes por 52 vezes para confirmar endereços no Rio e São Paulo, de acordo com o depoimento. Somados aos quatro agentes de Brasília, chega-se então ao número 56.
Essa diferença entre o número de agentes publicados pela imprensa e o que foi dito por Pinto não significa, necessariamente, que a Abin colaborou mais ou menos com o delegado Protógenes Queiroz, então responsável pela investigação. Assim como não representa mais ou menos formalidade. Mas é um detalhe que passou despercebido pelos deputados durante a sessão e que, agora, faz da cooperação entre Abin e os federais alvo de duras críticas.
Fonte: Carta Capital
::



























































Nenhum comentário:
Postar um comentário