domingo, 14 de setembro de 2008

Pânico mundial

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por Márcia Pinheiro

Depois do fracasso da venda do banco de investimentos Lehman Brothers, neste fim-de-semana, apesar dos esforços do Federal Reserve, a segunda-feira amanhece agitada nos mercados globais. Ficou acertado que o Merrill Lynch será adquirido pelo Bank of America, por 44 bilhões de dólares. Na mira dos especuladores, estão ainda a seguradora AIG e o Washington Mutual.

Como amanhã tem reunião do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve, os consensos repentinamente mudaram. Até sexta-feira, apostava-se na mautenção da taxa básica de juro em 2%. Agora, prevê-se uma queda de 0,25 ponto, para 1,75%.

Em decisão emergencial, o Banco da China reduziu as taxas de empréstimos em 0,27 ponto porcentual, para 7% ao ano, a partir de amanhã. Também diminuirá o recolhimento compulsório de bancos de médio e pequeno porte em 25 de setembro.

Em vendas generalizadas, a Bovespa chegou a despencar 6% nesta manhã. Wall Street está em absoluto pavor, contagiando todas as praças mundiais. O mundo pode não se acabar, mas os fatos mostram o quanto faltou de regulamentação no mercado financeiro nos últimos anos.

Na batida da semana

Tudo perdeu o sentido com a concordata do Lehman, banco de 158 anos de história. O efeito dominó está à mesa. O Fed elevou as linhas de liquidez para bancos de investimento em 25 bilhões de dólares, para 200 bilhões de dólares. Um grupo de dez bancos fez uma caixinha de 70 bilhões de dólares para operações de salvamento emergenciais. A coisa está feia.

Fonte: Carta Capital

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