Por Luciano Martins Costa | |
A reportagem do Globo de domingo (14/9) sobre o desalento da oposição política no Brasil é uma grande contribuição para o debate sobre a questão partidária e sobre estratégias de governo. Basicamente, o trabalho do Globo é composto por declarações de políticos e analistas, mas ainda assim coloca na agenda nacional um tema que vinha sendo evitado pela imprensa. A tese apresentada na reportagem é de que a elevada popularidade do presidente Lula fez a oposição sair de moda. Ela foi inspirada num desabafo do senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, o maior partido de oposição, que se diz angustiado pelo fato de que nenhuma crítica e nenhuma notícia negativa parecem afetar o namoro do presidente da República com a maioria da população brasileira. Segundo cientistas políticos citados pelo jornal, os modelos de gestão adotados no atual governo e pelos governos imediatamente anteriores são muito parecidos e a oposição tem pouco a inovar. O Globo também lembra que a última pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira (12/9), na qual o presidente Lula aparece com a aprovação de 64% dos brasileiros, consolida uma situação que já vinha desanimando a oposição. Fora de moda Mas o Globo e seus entrevistados falham ao confundir oposição ao governo e oposição à estratégia de governo. É certo que o atual presidente e sua equipe criaram uma equação econômica que produz um crescimento vigoroso com estabilidade, mas o Brasil ainda está longe de ter alcançado a trilha do desenvolvimento sustentável. Embora os programas de transferência de renda, somados ao controle da inflação, à criação de empregos e ao aumento do valor dos salários tenham produzido um ganho social nunca antes observado na História do Brasil, o país ainda enfrenta grandes desafios sociais, como os altos índices de violência nas grandes cidades e o não atendimento dos direitos das crianças e adolescentes. Além disso, a depredação do meio ambiente ainda é uma grande fonte de notícias negativas. A oposição saiu de moda porque nem os políticos nem a imprensa colocam na mesa a agenda que realmente interessa. Fonte: Observatório da Imprensa :: | |

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres
Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional. Ela será concentrada em dois períodos, de 8 a 18 de março e de 7 a 17 de outubro, e contará com mobilizações de diferentes formatos em vários países do mundo. O primeiro período, que marcará o centenário do Dia Internacional das Mulheres, será de marchas. O segundo, de ações simultâneas, com um ponto de encontro em Sud Kivu, na República Democrática do Congo, expressará a solidariedade internacional entre as mulheres, enfatizando seu papel protagonista na solução de conflitos armados e na reconstrução das relações sociais em suas comunidades, em busca da paz.
O tema das mobilizações de 2010 é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e sua plataforma se baseia em quatro campos de atuação sobre os quais a Marcha Mundial das Mulheres tem se debruçado. Os pontos são: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e Violência contra as mulheres. Cada um desses eixos se desdobra em reivindicações que apontam para a construção de outra realidade para as mulheres em nível mundial.
Estão previstas também atividades artísticas e culturais, caravanas, ações em frente a empresas fabricantes de armamentos e edifícios da ONU, manifestações de apoio às ações da MMM em outros países e campanhas de boicote a produtos de transnacionais associadas à exploração das mulheres e à guerra.
No Brasil
A ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março e será estruturada no formato de uma marcha, que vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. Serão 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.
Serão dez dias de caminhada, em que marcharemos pela manhã e realizaremos atividades de formação durante à tarde. A marcha será o resultado de um grande processo de mobilização dos comitês estaduais da Marcha Mundial das Mulheres, que contribuirá para sua organização e fortalecimento. Pretendemos também estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passaremos, promovendo atividades de sensibilização relacionadas à realidade de cada local.
Para participar
A mobilização e organização para a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil já começou. Entre os dias 15 e 17 de maio, a Marcha realizou um seminário nacional, do qual participaram militantes de 19 estados (AM, AP, AL, BA, CE, DF, GO, MA, MS, MG, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RO, RS e SP), além de mulheres representantes de movimentos parceiros como ANA, ASA, AACC, CONTAG, MOC, MST, CUT, UNE e Movimento das Donas de Casa). Este seminário debateu e definiu as diretrizes da ação de 2010.
Os comitês estaduais da MMM saíram deste encontro com tarefas como arrecadação financeira, seminários e atividades preparatórias de formação e mobilização, na perspectiva de fortalecimento dos próprios comitês e das alianças entre a Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos sociais. Neste momento, estão sendo realizadas plenárias estaduais para a formação das delegações e organização da atividade.
Para participar, entre em contato com a Marcha Mundial das Mulheres em seu estado (no item contatos) ou procure a Secretaria Nacional, no correio eletrônico marchamulheres@sof.org.br ou telefone (11) 3819-3876.


























































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