Por Alberto Dines | |
"Quem – e para que – vazou o grampo no telefone do presidente do Supremo?" Com esta pergunta simples, perturbadora e que ninguém consegue responder há pelo menos duas semanas, o jornalista Luiz Weis encerra um comentário no seu blog do Observatório da Imprensa [ver "Mais peças no quebra-cabeça"]. Perguntas simples são sempre perturbadoras, mas esta questão do grampo no telefone do presidente do STF não pode ficar sem resposta por muito mais tempo. As matérias de capa da Época e da IstoÉ neste fim de semana deram uma dimensão ainda maior à pergunta de Weis. Então, oficiais da ativa trabalharam na Operação Satiagraha? As forças armadas forneceram elementos para investigar o dono do Banco Opportunity, que estava prestes a consumar uma megafusão na área da telefonia que tanto interessava ao governo? Ai aparece o chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que em entrevista ao Estado de S.Paulo declara que "estamos no meio de um pântano, se acreditar em grampo vou ficar louco". Gilberto Carvalho não foi apenas grampeado pela Polícia Federal, mas verificou pessoalmente que a PF e a Abin colaboram numa investigação judicial, o que é teoricamente proibido. Como se não bastasse, a Folha de S.Paulo revelou também no domingo (14/9) que por menos de mil reais qualquer cidadão pode quebrar o sigilo do histórico das chamadas telefônicas de outro cidadão, o que também é inconstitucional. Compreende-se a preocupação da mídia brasileira com a ameaça de secessão na vizinha Bolívia. O que não se entende é a falta de respostas a uma pergunta que revela um dramático confronto nos bastidores da República: quem – e para que – vazou o grampo no telefone do presidente do Supremo? Fonte: Observatório da Imprensa :: | |

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres
Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional. Ela será concentrada em dois períodos, de 8 a 18 de março e de 7 a 17 de outubro, e contará com mobilizações de diferentes formatos em vários países do mundo. O primeiro período, que marcará o centenário do Dia Internacional das Mulheres, será de marchas. O segundo, de ações simultâneas, com um ponto de encontro em Sud Kivu, na República Democrática do Congo, expressará a solidariedade internacional entre as mulheres, enfatizando seu papel protagonista na solução de conflitos armados e na reconstrução das relações sociais em suas comunidades, em busca da paz.
O tema das mobilizações de 2010 é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e sua plataforma se baseia em quatro campos de atuação sobre os quais a Marcha Mundial das Mulheres tem se debruçado. Os pontos são: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e Violência contra as mulheres. Cada um desses eixos se desdobra em reivindicações que apontam para a construção de outra realidade para as mulheres em nível mundial.
Estão previstas também atividades artísticas e culturais, caravanas, ações em frente a empresas fabricantes de armamentos e edifícios da ONU, manifestações de apoio às ações da MMM em outros países e campanhas de boicote a produtos de transnacionais associadas à exploração das mulheres e à guerra.
No Brasil
A ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março e será estruturada no formato de uma marcha, que vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. Serão 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.
Serão dez dias de caminhada, em que marcharemos pela manhã e realizaremos atividades de formação durante à tarde. A marcha será o resultado de um grande processo de mobilização dos comitês estaduais da Marcha Mundial das Mulheres, que contribuirá para sua organização e fortalecimento. Pretendemos também estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passaremos, promovendo atividades de sensibilização relacionadas à realidade de cada local.
Para participar
A mobilização e organização para a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil já começou. Entre os dias 15 e 17 de maio, a Marcha realizou um seminário nacional, do qual participaram militantes de 19 estados (AM, AP, AL, BA, CE, DF, GO, MA, MS, MG, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RO, RS e SP), além de mulheres representantes de movimentos parceiros como ANA, ASA, AACC, CONTAG, MOC, MST, CUT, UNE e Movimento das Donas de Casa). Este seminário debateu e definiu as diretrizes da ação de 2010.
Os comitês estaduais da MMM saíram deste encontro com tarefas como arrecadação financeira, seminários e atividades preparatórias de formação e mobilização, na perspectiva de fortalecimento dos próprios comitês e das alianças entre a Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos sociais. Neste momento, estão sendo realizadas plenárias estaduais para a formação das delegações e organização da atividade.
Para participar, entre em contato com a Marcha Mundial das Mulheres em seu estado (no item contatos) ou procure a Secretaria Nacional, no correio eletrônico marchamulheres@sof.org.br ou telefone (11) 3819-3876.


























































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