E cadê a máquina que gravou ?
O Ministro que sabe Tudo sabe ?
por Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1415
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
“O sol é o melhor desinfetante.”
(Autor anônimo)
. Um leitor do Conversa Afiada se sensibilizou muito com o revelador diálogo com o alto funcionário da Abin, em que se descobre que ninguém na Abin ouviu a gravação.
. Clique aqui para ler “cadê a gravação” ?
. Ele me perguntou: e cadê a máquina que fez a gravação ?
. Existe uma discussão surrealista sobre a máquina que varre, que grava, desvarre, que foi contrabandeada, que o Ministro de Tudo diz que tem, o outro diz que não tem, que veio dos Estados Unidos ou da Conchinchina.
. Mas, cadê a máquina ?
. Cadê a maquina que fez a gravação ?
. Quais as impressões digitais que estão impressas nela ?
. Cadê o áudio da gravação ?
. Quem ouviu ?
. Que perito que disse que aquilo é a voz dos dois – Mendes e Torres ?
. Ou a Veja, a última flor do Fascio, acha na vala negra que corre na sua redação uma prova definitiva, ou estaremos diante de um típico Golpe de “Estado de Direita!”, de republiqueta sul-americana.
. Um “Plano Cohen” . Clique aqui para ler.
. Ou, na versão de Carlos Lacerda, uma “Carta Brandi”. Clique aqui para ler.
. Ou como diz aquele leitor do Conversa Afiada: Há um cheiro de incêndio do Reichstag no ar (clique aqui).
. Por falar nisso, lembra o amigo leitor.
. Você se lembra da indignação cívica do senador Demóstenes Torres contra a indicação de Emília Ribeiro para aprovar a “BrOi” na Anatel ?
. Lembra, amigo leitor ? Clique aqui para ler a entrevista que fiz com Torres.
. Quem sabe, diz esse amigo, aquilo não foi parte do Golpe ?
. Demóstenes fica contra a Emília, tira o Daniel Dantas do Golpe, e depois ele e o Gilmar Mendes, o Supremo Presidente, são as únicas provas “materiais” do crime.
. Qual o crime ?
. Botar o Dantas na cadeia e impedir a “BrOi”.
. Sobre a “BrOi”, clique aqui para ler A Folha (da Tarde *) descobriu a pólvora.
Em tempo: Lúcia Hippólito, a Miriam Leitão da GloboNews, acaba de informar que o Brasil se tornou “uma grampolância”. (Deve se referir às atividades de Daniel Dantas, que detém o monopólio da contratação de “arapongas” nacionais, nas horas de lazer.) Segundo Hippólito, “os porões” é que mandam, como aconteceu na ditadura militar – que a Globo apoiou com entusiasmo. Hippólito assegurou ao incauto espectador que foi preciso aparecer um general “autoritário” – e os outros não eram, Lúcia ? -, o general Geisel, para acabar com o predomínio dos “porões”. Acabar com quê, Lúcia Hippólito ? Com o grampo ? Com a tortura ? Só você e o Elio Gaspari acham que o General Geisel foi o George Washington da democracia brasileira ...
Em tempo 2: o Ministro de Tudo, Nelson Jobim, considera “ultrapassado” o problema da Abin. É o que se poderia chamar de “recuo para a frente”. Clique aqui para ler no Estadão.
(*) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.
Fonte: Conversa Afiada
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