por Luiz Carlos Azenha
Eu fico sinceramente sentido pelos internautas e pelas gotas de suor imaginário que os vejo verter diante dos computadores em defesa do governo Lula e do presidente da República. Outros o fazem em defesa da qualidade da informação, da justiça social ou de alguma outra causa realmente nobre.
Talvez minha longa carreira no Jornalismo tenha me transformado num cínico profissional. Eu sinto sinceramente por gente como o blogueiro Eduardo Guimarães, que além de tantos afazeres e tarefas complicadas que enfrenta na luta pela sobrevivência ainda encontra tempo, disposição e vontade para uma luta desigual e desgastante.
Eu leio os protestos desesperados de internautas sobre o fato de que o governo Lula mandou representantes ao aniversário da revista "Veja", aquela que sempre quis derrubar o governo Lula. Fico sinceramente surpreso ao descobrir que tem gente que desconhece como é o mundo da política. Infelizmente não é bonito, principalmente visto por dentro -- como já tive a oportunidade de ver, profissionalmente. Sob risco de ser espancado, repito o que já escrevi anteriormente: Lula só pensa em 2014. Ele fez e fará qualquer negócio para retornar ao poder em 2014. Se para voltar ao poder o Lula tiver que beijar o Civita na boca ele o fará. Aliás, não o fará pelo absoluto desprezo que Civita e a turma dele sentem pelo Lula.
Tem gente que gosta de "psicologizar" os políticos, atribuindo as ações deles à superação de traumas infantis ou bobagens do gênero. Perde de vista que, como nós, eles também são guiados pelo instinto de sobrevivência. Em política tudo é negociável. Essa é a realidade dos fatos. É cada um para si. Lula "negociou" o José Dirceu, "negociou" o Palocci, "negociou" o Paulo Lacerda da mesma forma que Fernando Henrique Cardoso "negociou" os grampeados no escândalo do BNDES. Política é esse constante jogo de barganhas, em que o inimigo de ontem é o melhor amigo de hoje e o adversário mortal de amanhã.
Aécio Neves deu um cala-boca generalizado na mídia mineira em nome de suas pretensões políticas. José Serra fez o mesmo em relação à mídia paulista. O governo Lula fez todo tipo de "negócio" nos bastidores, rifando um ministro aqui, entregando um delegado ali e, na análise sarcástica do Paulo Henrique Amorim, "caindo para dentro". Tudo em nome de 2014.
Fonte: Vi o Mundo
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