terça-feira, 8 de setembro de 2009

Obama chama a CUT

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por Luiz Carlos Azenha

O presidente dos Estados Unidos está diante de um desafio definidor de sua presidência: a aprovação, ou não, de um novo sistema de saúde.

Que os republicanos dizem ser "socialista".

Quando Bill Clinton assumiu o poder, em 1992, também tentou aprovar uma reforma, idealizada por Hillary Clinton. Mas o Congresso barrou a iniciativa e Clinton "caiu para dentro".

O projeto de Obama pretende oferecer cobertura aos milhões de americanos que não tem. Com a chamada "opção pública". Se quiser, o usuário poderá optar por entrar em um plano administrado pelo governo.

Como as duas iniciativas federais nos Estados Unidos -- o Medicare e o Medicaid -- são razoavelmente bem sucedidas, a tal "opção pública" poderá tomar clientes das empresas que vendem planos de saúde. Esse é o nó da questão. Esses grandes interesses corporativos é que estão por trás da oposição ao projeto de Obama.

Depois de assistir à "revolta" essencialmente midiática promovida pelos republicanos, Obama chamou a AFL-CIO -- a equivalente americana da CUT + Força Sindical -- e prometeu uma ofensiva para aprovar o projeto. Num discurso muito parecido com os de campanha, argumentou que ter um plano de saúde "seguro" e que independa da empresa pela qual o trabalhador é contratado é condição essencial para que os americanos possam reconquistar poder de barganha nas negociações com o patronato.

Hoje, pelo que disse Obama, o trabalhador tem tanto medo de perder o plano de saúde ligado ao emprego que não se mobiliza por melhores salários. Recompor o poder de compra dos assalariados é um dos objetivos da política econômica do democrata.

Depois de dar vários passos ao centro para passar os pacotes bilionários de ajuda ao sistema financeiro, Obama decidiu chamar a CUT. Uma ação que não se vê nos Estados Unidos desde quando Ronald Reagan assumiu o poder em 1980. Um dos primeiros atos de Reagan foi partir para o confronto com os controladores de vôo que estavam em greve. Foi o início do desmantelamento do poder dos sindicatos no país.

Fonte: Vi o Mundo

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