domingo, 20 de setembro de 2009

Folha (*) tenta pegar a Dilma e não consegue. O PiG (**) tem saudade do “Estado Mínimo”

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Na foto, Dilma, ainda sem peruca. Essa Folha (*) é genial ...

Na foto, Dilma, ainda sem peruca. Essa Folha (*) é genial ...


por Paulo Henrique Amorim

. A Folha (*) está a fim da cabeça da Dilma.

. Valdo Cruz publica uma entrevista com Dilma Roussef na Folha (*) deste domingo (é difícil acompanhar a distribuição da entrevista pelas páginas da Folha, é o labirinto do Minotauro.)

. Trata-se de uma entrevista inútil.

. Dilma é quem toca o PAC, um ambicioso programa de investimentos, que pode realizar mudanças significativas na infraestrutra do país.

. A própria Folha (*) criou o PAC da Folha (*): sempre que a Dilma divulga os dados de acompanhamento do PAC, a Folha (*) publica os seus, completamente diferentes.

. A Folha (*) tem um PAC próprio.

. Como o Globo, que só trata dele como “o PAC emPACou” …

. Neste domingo, na primeira página o Globo chama a atenção para desgraça, infinita maldição que foi a descoberta do pré-sal: “Petróleo não é garantia de avanço social”

. São uns gênios …

. A Dilma tem um papel importante na estratégia da Petrobrás.

. E do BNDES.

. Ou seja, a Dilma está com a mão na massa.

. No entanto, a entrevista é inútil.

. Porque ela tinha o objetivo de jogar uma banana para a Dilma escorregar.

. Especialmente para ver se ela se descuidava e dizia alguma coisa imprópria, que pudesse prejudicar a sua candidatura e beneficiar a do Zé Pedágio, presidente in pectore da Folha (*) e do PiG (**), de que Valdo Cruz – até ser contratado por uma empresa de televisão – é agente.

. Valdo Cruz passou metade do tempo a defender o presidente da Vale, Roger Agnelli – clique aqui para ler sobre a entrevista de Lula ao Valor, em que três repórteres também passaram metade do tempo a defender o Agnelli

. E se deu mal, porque a Dilma voltou a fazer ponderações irrefutáveis: de que adianta a Vale exportar minério de ferro, se não consegue produzir um lingote de aço ?

(Faltou dizer que a Vale compra na China navio que pode ser feito no Brasil …)

. Esse Agnelli é o campeão mundial da falta de simancol …

. Valdo Cruz conseguiu, por exemplo, a façanha jornalística de revelar que Dilma, na infância, queria ser bailarina.

. Sensacional !

. Gastar três páginas de jornal para chegar a essa conclusão: a Dilma, como todas as meninas do mundo, queria ser bailarina !

. Um fenômeno, esse repórter !

. Que furo !

. Que jornal !

. A entrevista é tão irrelevante que a manchete da primeira página é “Ideia do estado mínimo é ‘tese falida’, diz Dilma”.

. Só quem acredita em “Estado Mínimo” é o PiG (**).

. E mesmo assim quando “Estado Mínimo” não solta uma grana para o PiG (**).

. Vê-se se o seu Frias era contra o ”Estado Mínimo” na hora de ganhar uma estação rodoviária no centro de São Paulo.

. Ou se os filhos dele são contra as assinaturas que o Zé Pedágio compra da Folha (*).

. Ou se o Roberto Marinho era contra o ”Estado Mínimo” dos militares, o “Estado Mínimo” do Sarney …

. Clique aqui para ler “O PiG descobriu que o Sarney é o Sarney”

. Ou se o Robert(o) Civita é contra o “Estado Mínimo” que compra as revistecas dele …

. Se quisesse prestar um serviço ao leitor, a Folha (*) perguntaria à Dilma sobre o que o PAC fez pelas ferrovias (ler Estadão, pág. B6 “País acorda para ferrovias e planeja investir R$ 71 bi até 2014.”)

. Ou sobre a construção da mega-usina de Belo Monte, que a própria (*) Folha, nas págs. B10 e B11, admite que se trata da maior construção no país, desde Itaipu.

. Mas, a Folha (*) quer que o Brasil se lixe

. O negócio da Folha (*) é eleger o Zé Pedágio, porque o PiG(**) não aguenta mais 4 anos sem “Estado Mínimo” …


(*)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Fonte: Conversa Afiada

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