por Luiz Carlos Azenha
Nos Estados Unidos as pessoas se definem politicamente como democratas, republicanos ou independentes. Raramente alguém se diz de esquerda ou de direita. E os partidos pequenos, que existem, são realmente pequenos. Difícil encontrar alguém eleito por um partido menor para qualquer cargo público.
Mas isso não significa que o domínio de republicanos e democratas seja completo. Um terceiro partido, informal, existe. É um bloco de eleitores formado especialmente por homens brancos de classe média baixa que pode votar tanto com os democratas quanto com os republicanos.
Tem sido o fiel da balança em disputas recentes pela Casa Branca. Pode decidir a eleição em estados onde a margem de vantagem de um candidato seja pequena. Ohio, por exemplo. Se os independentes se bandearem em bloco para John McCain ou Barack Obama podem decidir a eleição em Ohio, que vale 20 votos no Colégio Eleitoral.
O republicano John McCain tem apelo junto aos independentes. Fez parte de sua carreira atacando "o sistema" e se definiu como um político que segue seus próprios instintos e tem uma ponta de rebeldia.
Porém, os independentes estão majoritariamente em uma camada da população vulnerável às crises econômicas. Quando a economia não vai bem nos Estados Unidos, como é o caso agora, votam com a oposição.
O fenômeno que se observa nas últimas semanas é a extrema instabilidade desse bloco de eleitores. Os independentes já favoreceram John McCain por ampla margem e agora estão divididos. Acreditam que Barack Obama é melhor preparado para lidar com as questões da economia.
Isso se expressa nas pesquisas de opinião mais recentes: o democrata lidera, mas por pequena margem. Faltam 34 dias para a eleição nos Estados Unidos. Há outros dois debates pela frente. A grande tarefa de McCain é evitar que se cristalize a opinião de que a candidatura dele representa o terceiro mandato de George W. Bush. É que depois da convulsão no mercado financeiro a taxa de desaprovação do governo Bush atingiu 70%.
Fonte: Carta Capital
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