Não era tecnologia, era pura feitiçaria
por Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 2046
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
. Alan Greenspan, o homem mais poderoso do mundo, o “Maestro” que dirigia o Banco Central americano, como se fosse a Catarina de todas as Rússias e era reverenciado pelos teólogos do neo-liberalismo, admite que errou.
Clique aqui para ver no NYTimes.. Ele depôs e foi fritado no Congresso americano.
. E foi obrigado a admitir que a decisão de sentar em cima das mãos e não regular o mercado de derivativos foi o erro que está na base dessa que é a maior crise do Capitalismo, desde 1929.
. Como ele próprio diz: não foi capaz de prever que haveria esse “tsunami”.
. A confissão do “Maestro” contém algumas lições.
. Nos Estados Unidos, os homens públicos costumam pagar um preço alto por seus erros.
. Um preço político.
. É muito raro um homem público cometer um erro de graves proporções e ir para casa sem peso nas costas, como se não tivesse feito nada.
. A sociedade americana – o Congresso – vai lá e cobra.
. E, como faziam os sábios gregos, manda o infeliz para o ostracismo.
. A segunda lição é o desmoronamento da arquitetura teológica do neo-liberalismo.
. Aquilo que os pajés tratavam como “ciência” econômica não passava de “ideologia” para justificar as operações do cassino.
. Sabe, caro leitor, o tamanho desse cassino, o valor total do mercado de derivativos, antes do CRASH ?
. 668 trilhões de dólares !!!
. A ideologia do neo-liberalismo, como diria Carlos Lacerda, era a estatueta de São Jorge que ficava no alto das escadas dos prostíbulos da Rua Conde da Lage, na Lapa, no Rio.
. A revista Newsweek desta semana – clique aqui para ler – tem um artigo sobre o papel de Greenspan nessa tragédia e revela que se faziam 4 operações com derivativos POR SEGUNDO!
. E sem deixar rastro, impressões digitais.
. Era tudo feito por e-mail, SMS.
. A internet a serviço da maior indústria de especulação financeira da História.
. Sem regulação !
. Sem Estado !
. O neo-liberalismo, numa paródia à inesquecível Joana Prado, a “Feiticeira”, “era feitiçaria”: não tinha nada de “tecnologia” !
Fonte: Conversa Afiada
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