quarta-feira, 18 de junho de 2008

PROFESSOR CHAMA EDITORIAL DA FOLHA DE "CRIMINOSO"

do site do Luiz Carlos Azenha

13junho016_b.jpg

Caros professores, educadores e simpatizantes,

Continuamos precisando de apoio, ainda mais agora que a Folha se posiciona a favor da secretária de educação no estado de São Paulo e do Serra e tenta acabar com a imagem do professor. É hora de unir e fortalecer.

Segundo a Folha "os grevistas pretextam mais uma vez defender as condições de trabalho e a qualidade do ensino". Pretextam? Todos sabem as condições pelas quais passamos, que nem sempre foram as melhores e agora está no fundo do poço.

Leiam e se perguntem: por que as aulas estão deficientes? É por causa do professor ou da estrutura que o estado fornece? Será que ausência de professores não vem das péssimas condições de trabalho, excesso de alunos por sala, péssimos salários?

Quem dá aula, tem filho ou parente dando ou recebendo aula ou mesmo quem tem um pouquinho de percepção, sabe o que é o dia-a-dia desta educação paulista que cai pelas tabelas em todos os índices, no "estado mais rico do Brasil".

A Folha também desqualifica o sindicato e passa por cima do direito de greve. E diz que uma ínfima parcela do professorado está parado...60%! Só dos que estiveram na República na última sexta são 30.000 (cerca de 15% dos 230.000 professores num mesmo lugar ao mesmo tempo!).

E, pasmem, defende o Decreto 53037/08 que acaba com diversos, diversos direitos que melhoravam a vida do professor.

Pessoal, é hora de professor, pais, alunos e todos se unirem e defenderem o professorado.

Na próxima sexta, 20 de junho, haverá um grande ato no MASP, a partir das 14h. Vamos levar 50.000 para São Paulo.

Tire o pé da sala e venha caminhar! Troque a faixa do braço pelo braço de faixa! Troque o grito com os alunos pelo grito contra a secretária de educação e contra o governador Serra.

Abraços realmente indignados,

André

p.s. não deixem de ler este criminoso editorial de Folha.

----------------------------------------------------

Mais uma greve
EDITORIAL
Folha de S. Paulo
18/6/2008


AS PARALISAÇÕES sucessivas de professores decerto não constituem o único fator a perturbar as já deficientes aulas na rede estadual de ensino de São Paulo. A elas devem somar-se um nível absurdo de absenteísmo docente, da ordem de 12,8% (ou quase 30 mil mestres fora de classe a cada dia), e a troca constante de professores. Só em 2008, um contingente de 51 mil dos 130 mil professores efetivos já se transferiu de escola.

Não há plano de ensino que resista a tanta conturbação do cotidiano escolar. Apesar disso, a Apeoesp (sindicato dos professores) não hesita em prejudicar os alunos com uma nova greve, como a declarada na sexta-feira. Nos primeiros dias de paralisação, uma ínfima parcela dos 230 mil mestres da rede aderiu ao movimento paredista.

Os grevistas pretextam mais uma vez defender as condições de trabalho e a qualidade do ensino. Na prática, usam o estorvo impingido aos pais e estudantes como ferramenta de pressão sobre o governo do Estado para alcançar metas corporativistas estreitas. Sempre defenderam o duvidoso direito de continuar faltando, em média, 32 dias por ano. Agora reivindicam a manutenção do privilégio de transferir-se a qualquer tempo.

A greve é reação ao decreto nº 53.037, baixado em 28 de maio pelo governador José Serra (PSDB). Ele institui como condição para transferência ser efetivo do quadro do magistério, algo que o profissional concursado só alcança após três anos de estágio probatório. Vale, portanto, apenas para os profissionais recém-contratados.

Trata-se de providência com provável repercussão benéfica em sala de aula. Os mestres erram em resistir a ela. Apesar disso, a secretária de Educação faz bem em reunir-se com os professores e negociar a melhor forma de implementá-la.

Fonte: Vi o Mundo


Share/Save/Bookmark

Nenhum comentário: