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terça-feira, 6 de maio de 2008

COMBATE AO DESMATAMENTO - Começa segunda fase da Operação Arco de Fogo na Amazônia

Após interditar madeireiras, serrarias e carvoarias ilegais em Mato Grosso, Pará e Rondônia, operação que reúne Polícia Federal, Ibama, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal centralizará ações nas estradas federais e estaduais. Desmatamento de março cai em relação a fevereiro.

RIO DE JANEIRO – Terá início nos próximos dias a segunda fase da Operação Arco de Fogo, criada há dois meses pelo governo federal para combater o aumento do ritmo do desmatamento na Amazônia registrado pelos satélites nos últimos meses de 2007. Após concentrar, na primeira fase, suas ações nas carvoarias, serrarias e madeireiras localizadas nos principais pólos de desmatamento em Mato Grosso, Pará e Rondônia, a operação pretende agora intensificar a presença do poder público nas inúmeras e quase nunca fiscalizadas estradas federais e estaduais que cortam a floresta nesses três estados.

Com custo estimado em R$ 200 milhões, a Operação Arco de Fogo mobiliza 1.100 agentes da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança, da Polícia Rodoviária Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em sua primeira fase, segundo dados fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a operação aplicou R$ 60 milhões em multas nas cinco bases de ação montadas em Mato Grosso, Pará e Rondônia. Os fiscais envolvidos na operação vistoriaram 166 propriedades, entre empresas e fazendas, aplicaram 338 multas e apreenderam 37,4 mil metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para encher mil e quinhentos caminhões repletos de toras.

De acordo com o MMA, quarenta e dois estabelecimentos tiveram suas atividades paralisadas devido à falta de licenciamento ou por depósito e venda de madeira sem documentos que comprovassem sua origem legal. Os fiscais também apreenderam 1,4 mil metros cúbicos de carvão vegetal ilegal, 26 veículos e 31 motosserras utilizados no corte de árvores, além de destruir mil e seiscentos fornos clandestinos utilizados na produção de carvão vegetal.

Tailândia (PA) e Machadinho D’Oeste (RO) foram até agora os municípios mais visados pela Operação Arco de Fogo e, neles, a PF e o Ibama consideram o trabalho concluído. O alvo atual no Pará é a cidade de Paragominas, conhecida terra-de-ninguém onde imperam a violência e a destruição da floresta. Em Rondônia, a operação centraliza suas ações agora no município de Cujubim. No Mato Grosso, outras duas cidades conhecidas por sua participação na cadeia do desmatamento - Sinop e Alta Floresta - também serão alvos das ações do governo.

Em Machadinho D’Oeste, localizada a 150 km de Porto Velho, todas as 32 madeireiras que funcionavam na cidade foram autuadas pela Operação Arco de Fogo. Nove madeireiras foram interditadas por abrigar madeira de origem ilegal, e 23 foram identificadas pela fiscalização como sendo empresas-fantasmas. Os fiscais aplicaram em Machadinho D’Oeste 97 Autos de Infração, totalizando multas no valor de R$ 15 milhões, além de apreenderem três mil metros cúbicos de madeira em tora e serrada, o suficiente para encher 130 caminhões.

Após tentar neutralizar as madeireiras ilegais nos principais pólos de destruição da Amazônia, a Operação Arco de Fogo pretende agora combater o transporte ilegal de madeira que é comum nas rodovias federais e estaduais dos três estados mais fiscalizados. Para tanto, também serão mobilizados agentes da Polícia Federal, do Ibama, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal: “A intenção é fechar as estradas para evitar que cargas de madeira estocada ilegalmente saiam das serrarias e voltem a circular, como estava ocorrendo em várias regiões do Pará”, explica o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

Desmatamento diminui

Pela primeira vez em quase seis meses, os satélites do Sistema Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram redução no desmatamento da Amazônia. Os dados relativos a março mostram que, durante o mês, foi desmatada uma área de 145,7 quilômetros quadrados, o que representa uma redução de 80% em relação a fevereiro, quando o Inpe registrou 725 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas.

Segundo o Deter, ocorreu em março uma diminuição do ritmo de desmatamento em todos os estados da Amazônia Legal, com a exceção do Maranhão, onde a área desmatada registrada pelo Inpe aumentou de 2,1 quilômetros quadrados em fevereiro para 12,2 quilômetros quadrados em março. Nos estados do Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia, os satélites não registraram novas áreas de desmatamento em março.

Os maiores responsáveis pela destruição da Amazônia continuam concentrados nos estados do Pará e de Mato Grosso. Este último, com 112,4 quilômetros quadrados de novas áreas devastadas, segundo o Inpe, responde por 77% dos desmatamentos registrados pelo Deter em março, em que pese a redução de 82,4% em relação a fevereiro. Apesar de o início do ano ser marcado pela maior incidência de chuvas na região amazônica _ fato que costuma frear o ritmo do desmatamento _ os dois estados apresentam nos três primeiros meses de 2008 a marca de 214 quilômetros quadrados de novas áreas de devastação florestal, contra 77 quilômetros quadrados registrados no mesmo período em 2007.

Coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que a redução do desmatamento em março registrada pelo Inpe “pode ser um sinal de que a Operação Arco de Fogo está começando a assustar os fazendeiros”. Adário, no entanto, ressaltou a importância de se intensificar o combate à destruição da floresta: “Espero que essa redução persista, porque é fundamental que o desmatamento caia radicalmente no primeiro semestre para que o números de 2007/2008 fiquem abaixo dos do período anterior”, disse.

Fonte: Agência Carta Maior


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segunda-feira, 5 de maio de 2008

I Fórum Nossa São Paulo!



Atividades:*

Dia 15/05/2008

9:00
Debate - São Paulo vai parar? A crise de mobilidade na cidade
Diversos atores sociais envolvidos com mobilidade urbana: a pedestre Asuncion Blanco, a ciclista Renata Falzoni; Jackson Schneider, da Anfavea; Isao Hosogi (Jorginho), do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano; Wagner Gomes, do Sindicato dos Metroviários; Jorge Miguel dos Santos, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e Região (Transfretur); Alexandre Moraes, da Secretaria Municipal dos Transportes; Jóse Luiz Portella, da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo; Roberto Salvador Scaringella, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET); Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente; Natalício Bezerra Silva, do sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo; Gilberto dos Santos, do sindicato dos Trabalhadores Motociclistas da Cidade de São Paulo e Renato Laurenti, portador de deficiência.

Moderação: jornalista Milton Jung

14:00
Propostas para melhorar o transporte público, o trânsito e os índices de poluição na cidade
14h às 15h - Apresentação Mobilidade Urbana - Paris

15h às 16h30 - Propostas emergenciais para melhorar o transporte público, o trânsito e os índices de poluição na cidade

16h30 às 18h30 - Propostas de médio e longo prazo para melhorar o transporte público, o trânsito e os índices de poluição na cidade

9:00
Abertura - Roda de conversa: "Sociedade Civil e Democracia Participativa"
Abertura - Saudação inicial
Danilo Miranda, diretor regional do SescSP; Ana Moser, ex-jogadora de vôlei e integrante da organização Atletas pela Cidadania; Padre Jaime Crowe, da Sociedade Santos Mártires e do Fórum Social Zona Sul

Roda de conversa - "Sociedade Civil e Democracia Participativa"
Mário Sérgio Cortella, filósofo e professor da PUC-SP; Cláudio Lembro, ex-governador de São Paulo Claudio Lembo; Cida Bento, especialista em igualdade racial e coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT); Raquel Rolnik , arquiteta e urbanista; Frei Betto, escritor e religioso dominicano; Eduardo Ferreira, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

Atividade artística e cultural - A confirmar


Dia 16/05/2008

9:00
Encontro de organizações sociais latinoamericanas por cidades justas e sustentáveis (enfoque América Latina)
Expositores convidados: Expositores convidados: Carlos Córdoba, Bogotá (Colômbia), do Movimento Bogotá Como Vamos
Pedro Zapata, Cidade do México (México), do Concejo Nacional Del Água en México
Lake Sagaris, Santiago (Chile), de Mapas Verdes

14:30
Encontro de organizações sociais latinoamericanas por cidades justas e sustentáveis (enfoque Brasil)
Participantes: representantes da sociedade civil de cidades brasileiras
Dia 17/05/2008

9:00
Apresentação de propostas para uma cidade justa e sustentável - Parte 1
Participantes: Grupos de Trabalho (GTs) do Movimento e público presente. GTs fazem a apresentação das propostas sistematizadas por 30 minutos e o público poderá fazer perguntas e obter esclarecimentos por mais 30 minutos.
1) Democracia Participativa
2) Transparência Orçamentária
3) Indicadores da cidade
4) Trabalho e Renda

14:30
Apresentação de propostas para uma cidade justa e sustentável - Parte 2
Participantes: Grupos de Trabalho (GTs) do Movimento e público presente. GTs fazem a apresentação das propostas sistematizadas por 30 minutos e o público poderá fazer perguntas e obter esclarecimentos por mais 30 minutos.
5) Educação
6) Cultura
7) Esporte
8) Segurança Cidadã

Dia 18/05/2008

9:00
Apresentação de propostas para uma cidade justa e sustentável - Parte 3
Participantes: Grupos de Trabalho (GTs) do Movimento e público presente. GTs fazem a apresentação das propostas sistematizadas por 30 minutos e o público poderá fazer perguntas e obter esclarecimentos por mais 30 minutos.
9) Saúde
10) Habitação
11) Meio Ambiente
12) Urbanismo

13:00
Encerramento


Plenárias Finais de 15 a 18 de maio

Veja a programação
Faça sua inscrição - vagas limitadas!

Abertura - Roda de conversa: "Sociedade Civil e Democracia Participativa"
com Mário Sérgio Cortella, Cláudio Lembo, Frei Betto,
Raquel Rolnik, Cida Bento e Eduardo Ferreira


Participe do I Fórum Nossa São Paulo - Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável. O objetivo do Fórum é estimular a formulação e a apresentação de propostas para os principais desafios sociais, econômicos, políticos, ambientais e urbanos de São Paulo.

Para participar, é só realizar encontros em grupos (na escola, no trabalho, no bairro, no condomínio...) e debater soluções para transformar a cidade.

Os encontros preparatórios e as propostas devem ser registrados neste portal para que constem da programação geral do Fórum.

Registro de propostas até 7 de maio

Plenárias finais do Fórum - 15 a 18 de maio


Saiba mais sobre o Fórum e como participar

Faça sua inscrição para as plenárias finais de 15 a 18 de maio

Veja a programação das plenárias finais de 15 a 18 de maio

Material de mobilização para o Fórum - baixe aqui



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