segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Depois da Berlusconiana Gaffe Internacional.

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fotografias: Sílvio Berlusconi, premier italiano.

por
Wálter Fanganiello Maierovitch

Depois do jovem, bonito e bronzeado, ao se referir ao recém-eleito presidente Barack Obama, o premier italiano Sílvio Berluconi, que sempre teve uma postura de submissão, sabujismo, aos presidentes norte-americanos e se transformou no segundo, depois do colombiano Uribe, admirador de Bush, começou a sentir os efeitos da sua última gaffe internacional.

A sexta-feira de Belusconi foi longa e angustiante. Ele passou a manhã e a tarde no seu gabinete à espera de uma ligação de Barack Obama. Ligação de agradecimento tradicional ao formal cumprimento pela vitória, enviado pelo primeiro-ministro italiano.

Pior, enquanto esperava a ligação que não chegava, Berlusconi era informado que as agências internacionais noticiavam as ligações, para agradecimento, feitas por Obama ao premier canadense Stephen Harper, ao presidente francês Nicolas Sarkozy, ao premier britânico Gordon Brown, à Angela Merkel chefe do governo da Alemanha, ao premier japonês Taro Aso, ao primeiro ministro de Israel Ehud Olmert, ao premier australiano Kevin Rudd, etc.

Como a Itália atravessa difícil momento político, com estudantes e trabalhadores nas praças e ruas em protesto diutrno contra o governo, o premier Berlusconi apavorou-se com o que aconteceria se Obama reprovasse a sua gaffe e deixasse de telefonar.

À noite, por volta das 21 hs na Itália, o telefone tocou e Berlusconi falou com Obama, que, evidentemente e ao contrário de Berlusconi, não mistura questões sérias ou protocolares com comentários de ordem pessoal.

Como Obama não tocou no assunto, Berlusconi sentiu-se aliviado. E saiu a dizer que “Obama confirmou a amizade Itália-EUA”.

Mas, Berlusconi, que já dava o caso da gaffe como superado, voltou a pisar na bola, como esperado. Resolveu, a jornalistas, dizer que tinha feito, com Obama, uma “brincadeira”, em especial dado o sucesso, no passado, da canção italiana “Abbronzatissima” (brozeadíssima), que, frisou, era muito carinhosa e, “seguramente não ofensiva”.

Como bateu de novo na mesma tecla, ao procurar justificar o injustificável, o jornalista inglês Steve Scherer, da agência Bloomberg, fez a Berlusconi a seguinte indagação: - “ O senhor não se sente no dever de pedir desculpas ao povo norte-americano ?”

Na resposta Berlusconi ficou irado, lógico, bem menos do que o ministro Gilmar Mendes, e os seus escudeiros Eros Grau e Celso de Melo. Para Berlusconi, o jornalista é que deveria pedir desculpas à Itália, pela pergunta ao premier.

Aí, o jornalista concluiu, “um estadista não faz esse tipo de coisa”, numa referência ao “jovem, bonito e bronzeado”.

PANO RÁPIDO. Dos chefes de governo e à luz da crise financeira internacional, apenas Lula e Berlusconi declararam que os seus países mal sentiriam os efeitos: só marola, para usar a expressão de Lula.

Fonte: Blog do Wálter Fanganiello Maierovitch

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