
::
por Luiz Carlos Azenha
O senador em primeiro mandato Barack Obama, de 47 anos de idade, tornou-se na madrugada desta quarta-feira o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos, depois de derrotar o veterano senador republicano John McCain.
Obama conquistou a maioria no Colégio Eleitoral depois de vitórias cruciais nos estados da Pensilvânia, Ohio e Virgínia -- os dois últimos territórios tradicionais do Partido Republicano. No voto popular, o democrata tinha cerca de 51% dos votos, contra 48% para McCain. Mas a contagem ainda não tinha avançado em estados populosos, como a Califórnia.
O Partido Democrata avançou no controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, dando a Obama folgada maioria no Congresso.
A vitória de Obama resultou de uma clara preocupação dos eleitores com a situação econômica dos Estados Unidos: 62% dos entrevistados em pesquisas de boca-de-urna se disseram preocupados com a crise que afeta o mercado financeiro e a economia real do país. Também pesou a baixa popularidade do presidente George W. Bush, com uma taxa de desaprovação de 78%. Dois terços dos eleitores que desaprovam Bush votaram em Obama.
Os primeiros números da apuração demonstraram que Barack Obama foi capaz de formar uma coalizão reunindo os eleitores negros, a grande maioria dos hispânicos e uma fatia considerável dos eleitores mais jovens e mais educados.
Ele conseguiu redesenhar o mapa eleitoral dos Estados Unidos ao avançar sobre estados tradicionalmente republicanos, como a Flórida, Nevada, Colorado e Novo México.
Barack Obama se elegeu com uma plataforma claramente liberal em um país que foi governado por presidentes de direita ou de centro desde que Ronald Reagan assumiu o poder pela primeira vez, em 1980. Ele prometeu fechar a prisão de Guantánamo, retirar as tropas americanas do Iraque em 18 meses e criar um sistema nacional de saúde.
Mas as primeiras medidas do presidente eleito devem ser na área da economia. Obama prometeu aprovar um novo pacote de estímulo que incluirá cortes de impostos e incentivos à indústria dos Estados Unidos.
Fonte: Carta Capital
::



























































Nenhum comentário:
Postar um comentário